sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pombal adquire casas florestais para parque de campismo

A Câmara Municipal de Pombal vai adquirir duas casas florestais para integrar o parque de campismo ecológico que a autarquia quer instalar no próximo ano a cinco quilómetros da Praia do Osso da Baleia.
O vereador com o pelouro do Turismo da autarquia, Michael António, afirmou hoje à Agência Lusa que as casas, com um custo de 29.800 euros, vão acolher os espaços administrativos e de logística da infra-estrutura, cujo projecto de concepção e construção está em curso, estando a sua execução em 2010 dependente de financiamento.
Segundo Michael António, o parque de campismo ecológico, a criar numa área de cerca de 24 hectares na Mata Nacional do Urso, «será completamente diferente dos que existem no país e até a nível europeu».
O autarca exemplificou com a possibilidade de o campista vir a ter um cartão que lhe permita aferir qual o consumo de energia eléctrica que efectuou enquanto esteve no parque, o mesmo sucedendo com a água.
Michael António adiantou que as estruturas do parque, de que destacou o alojamento, «vão ser feitas recorrendo à construção sustentável, de modo a que haja o mínimo de consumo de energia possível».
«Por norma, o campista é amigo do ambiente e gosta de conviver com a natureza, mas neste parque essa é uma condição privilegiada», declarou, acrescentando que «o que se pretende é o respeito pelo ambiente, mas que as pessoas possam, de alguma forma, retirar da estadia mais alguma informação sobre a natureza».
Acreditando que este tipo de parque de campismo vai ter procura, o responsável anotou que não só as preocupações com o ambiente estão na ordem do dia, como o turismo da natureza ou o ecoturismo registam crescimento.
O vereador referiu que o acesso dos automóveis ao parque vai estar interdito, mas, em contrapartida, vão ser disponibilizadas bicicletas para que as pessoas possam deslocar-se até à praia ou outros locais.
A criação do parque de campismo ecológico dá continuidade ao projecto Ecoturismo na Mata Nacional do Urso, que começou com o trabalho de controlo de espécies de flora exóticas invasoras e a plantação de plantas autóctones, explicou, por sua vez, a consultora externa da autarquia para o ambiente, Paula Silva.
No âmbito deste projecto, foi criado um trilho pedestre, de 2,5 quilómetros de extensão, por onde estão painéis com a dupla função de interpretação e sensibilização da natureza, esclareceu a bióloga Paula Silva.
Segundo a responsável, o parque agora em projecto «tem de ter uma tipologia em conformidade com o Osso da Baleia, que é praia dourada, e a Mata Nacional do Urso».
«A sua principal característica é o equilíbrio entre a utilização humana e a natureza», observou, esclarecendo que os campistas vão ter o apelo à concretização de «boas práticas» e, até, actividades de contacto e conservação da natureza.
A criação de um centro de interpretação ambiental nas imediações do parque ecológico está também em estudo, não apenas para os campistas, mas também para a realização de actividades com alunos, acrescentou Paula Silva.
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 27 de julho de 2009

PORTO minha terra natal, com orgulho!!!

Futuro Sustentável: o mapa do que vai acontecer no ambiente na Área Metropolitana do Porto
Durante cinco intensos anos de trabalho, dezenas de técnicos, 320 entidades e 5.500 cidadãos participaram na elaboração do Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto. Agora o Plano de Acção está finalizado e assinala no mapa as actuações que marcarão o futuro do ambiente na região.
Consulte o Resumo do Plano de Acção para as quatro Áreas prioritárias (AQUI)

Área Metropolitana do Porto lança Centro de Excelência em Sustentabilidade oficialmente reconhecido pelas Nações Unidas
Decorre no dia 27 de Abril, próxima segunda-feira, às 14h30, na Casa de Serralves (Porto), o lançamento do CRE_PORTO (Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto).
Durante a cerimónia será assinado o Acordo de Parceria entre as 28 entidades já parceiras para implementar o CRE_PORTO.
Convidam-se todos os interessados a comparecer.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Nova «SBToolPT» certifica construção sustentável

A Ecochoice, o iiSBE Portugal e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) apresentaram em Lisboa o SBToolPT («Sustainable Buildig Tool Portugal»), nova ferramenta de avaliação e certificação da construção sustentável que se destaca pela sua abrangência internacional.
«O SBToolPT é o resultado da adaptação do SBTool internacional à realidade portuguesa», apontou Isabel Santos, administradora da Ecochoice.
O sistema SBTool está dividido em três dimensões, que englobam nove categoria e 30 parâmetros, segundo o divulgado em comunicado.
Na dimensão ambiental, estão englobadas as categorias «alterações climáticas e qualidade do ar exterior, biodiversidade, energia, utilização de materiais e produção de resíduos sólidos e consumo de água e efluentes».
Na dimensão social, estão compreendidas as categorias «conforto e saúde dos ocupantes, e acessibilidade, sensibilidade e educação para a sustentabilidade. Ao nível da dimensão económica, «avaliação dos custos de ciclo de vida dos edifícios.
Os primeiros casos nacionais para a certificação do SBTool já foram avaliados. No encontro desta segunda-feira, foram apresentados os empreendimentos de Armação de Pêra e de Ponte da Pedra.

É DE REFERIR QUE INFELISMENTE O EXEMPLO DE PONTE DA PEDRA, ADOPTOU SISTEMAS TERMODINÂMICOS PARA AQUECIMENTO DE ÁGUAS SANITÁRIAS, COM UM CUSTO ENERGÈTICO PARA OS UTILIZADORES, COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIO.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Seixal: Feira da Terra promove energias alternativas


A Feira da Terra, na Quinta da Fidalga, Seixal, que se realiza sábado e domingo, quer promover alternativas energéticas amigas do ambiente e dá o exemplo com 70 por cento da energia a ser gerada por painéis solares.
O objectivo da segunda edição da feira, que espera este fim-de-semana 20 mil visitantes, é alterar hábitos de vida e de consumo, promovendo escolhas mais responsáveis.
«É um evento que resulta de uma ideia de duas cidadãs do Concelho, é feito de boa vontade, porque todo o trabalho é voluntário, e quase toda a energia despendida na feira será energia solar», explicou à Lusa Patrícia Cairrão, da Associação Multidisciplinar para Inclusão e Desenvolvimento Sustentável (AMIDS).
Para promover a utilização de meios de transporte mais amigos do ambiente, será sorteada uma mochila solar e um aerogerador entre os que cheguem à feira de bicicleta. Os bilhetes de comboio para o regresso a casa serão gratuitos.
«Queremos proporcionar aos consumidores um espaço de reflexão e sensibilização para a necessidade de fazerem escolhas mais responsáveis no quadro da sustentabilidade ambiental», afirma.

domingo, 28 de junho de 2009

Aveiro: Junta de Aradas investe em energias alternativas

Aveiro: Junta de Aradas investe em energias alternativas
O edifício da Junta exibe dez painéis fotovoltaicos, de 170 watts cada, destinados à produção de energia eléctrica, com o objectivo de serem vendidos à rede nacional
A Junta de Freguesia de Aradas tem, desde o início deste mês, uma nova fonte de receita. “Até agora, Aradas só tinha o cemitério como fonte de receita”, contextualiza Silvestre Silva, tesoureiro da autarquia. “Mas, desde o início do mês, esta Junta tem uma nova fonte de riqueza”, acrescenta, orgulhoso, António Mário, presidente do Executivo. Desde há cerca de duas semanas que estão instaladas, no telhado do edifício que alberga a Junta, dez painéis fotovoltaicos, de 170 watts cada, destinados à produção de energia eléctrica, com o objectivo de serem vendidos à rede nacional. Trata-se da materialização do projecto da Micro Geração de Energia Eléctrica na Junta de Aradas que António Mário considera ser uma boa oportunidade. “A rede compra-nos o kwatt a 0,65 euros e nós compramo-lo a 0,12, o que dá ideia da vantagem”, explica o líder da Junta. António Mário conta que para a Junta se tornar fornecedora de energia eléctrica teve que se inscrever no Sistema de Registo de Microgeração, mediante um pagamento de 250 euros. “O investimento em equipamento foi de cerca de 10 mil euros, mas já temos um crédito considerável desde que iniciámos a produção”, adverte. Aliás, pelas contas de António Mário, o sistema poderá amortizar entre 1.700 e 2.000 euros por ano, pelo que, em pouco tempo, o dinheiro investido estará recuperado. O presidente da Junta de Freguesia de Aradas mostra-se bastante contente com o projecto, não só pela sua vertente económica, mas também porque alia a esta o aspecto ambiental: “Por ano, vamos deixar de lançar na atmosfera várias toneladas de CO2”, lembrando ainda que “a Junta é um órgão importante que pode e deve incentivar ao uso de energias alternativas”. O mesmo método está já em vias de ser instalado na capela da Rua Direita, naquela freguesia. António Mário explica: “Vamos colocar peças de arte sacra no interior do templo e a microgeração eléctrica foi a solução encontrada para alimentar o alarme e a iluminação”, revela. O processo estará operacional até ao início do mês de Julho, num investimento que, neste caso, ronda os 1.600 euros.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Beneficie do programa de incentivo à utilização de energias renováveis.

A energia solar quando nasce é para todos. Como tal, faz sentido que todos tenham acesso a uma fonte de energia que tem tanto de renovável como de rentável. Foi por isso que desenvolvemos uma solução "chave na mão" que lhe vai permitir poupar mais de 20% do valor da factura de gás da sua casa.
Para além disso, ainda lhe garante outras condições especiais: possibilidade de financiamento com condições preferenciais, instalação incluída, garantia de manutenção e benefícios fiscais de 30% do custo de investimento.


Umbelino Monteiro desenvolve telhas solares

A Umbelino Monteiro, empresa de telhas desenvolveu uma nova telha de cerâmica que tem associado um painel fotovoltaico. Em entrevista, a directora geral destaca as vantagens destas telhas e a receptividade que registaram na tektonica, onde estiveram presentes.Ricardo Rodrigues
Com que objectivo foi desenvolvida esta telha?Uma das prioridades da Umbelino Monteiro é a protecção do ambiente, que materializamos nos investimentos feitos nesta área na empresa e nas nossas práticas diárias enquanto produtores industriais. Com o projecto SOLESIA, vamos mais longe, propomos uma solução que contribui para a construção sustentável dos edifícios. Com SOLESIA a funcionalidade da cobertura com telhas cerâmicas é enriquecida, o telhado para além da sua função de protecção dos edifícios dos agentes climatéricos, passa a ser também um centro de produção de energia, sem nunca comprometer a estética da cobertura. O desenvolvimento da componente fotovoltaica também foi feito na Umbelino Monteiro, ou em parceria com uma empresa do sector da energia?O projecto SOLESIA foi liderado pelo GrupoEtex, de que a Umbelino Monteiro faz parte, em colaboração com reputadas empresas Europeias especialistas na captação de energia renovável. Queríamos ter uma solução de elevada performance no que diz respeito á estanquidade da cobertura e á eficiência na produção de energia. As células fotovoltaicas que integram as telhas solares SOLESIA, são produzidas na Alemanha, em silício mono-cristalino, a tecnologia mais eficiente. Quais são as principais vantagens que estas telhas apresentam, relativamente à solução convencional de aplicação do painel solar por cima da telha?As telhas SOLESIA ficam totalmente integradas na cobertura, uma solução esteticamente agradável. O impacto visual pode ser ainda reduzido se a opção da tonalidade da telha for a novíssima Eclipse; A Solução completa é disponibilizada em 3 diferentes configurações, e inclui todos os componentes necessários á instalação, ligação e monitorização do funcionamento das telhas solares. A estanquidade da cobertura está assegurada, porque não são necessários quaisquer cortes de telha ou adaptações na cobertura. A montagem é muito fácil, utiliza-se a mesma estrutura de suporte e fixação das telhas cerâmicas, sendo cada telha solar colocada no telhado em substituição de 9 telhas cerâmicas; A movimentação também não trás problemas, cada telham solar pesa apenas 12 kg.Existe algum produto semelhante no mercado?Com a SOLESIA fomos pioneiros no mercado nacional, é a primeira solução para a produção de energia solar fotovoltaica totalmente integrada na cobertura. As telhas SOLESIA têm uma dupla função proteger o edifício da chuva, da neve, do vento, enquanto produzem energia. Com as telhas estamos a contribuir para a valorização da cobertura cerâmica e a promoção da construção sustentável em Portugal.De que forma é assegurada a estanquicidade deste produto? À semelhança do que se verifica com a telha cerâmica a telha solar SOLESIA tem encaixes nas zonas de sobreposição entre telhas e vedantes que asseguram a total estanquidade da cobertura. Foram ainda desenvolvidas telhas cerâmicas que fazem a ligação entre a zona inferior da telha solar com o telhado, reforçando o sistema de vedantes na ligação entre telhas. A telha está pronta a ser comercializada?Já estamos em condições de fornecer o primeiro telhado com incorporação de telhas solares SOLESIA para coberturas com telha advance Lusa. Brevemente a solução estará também disponível para os restantes modelos de telha da Umbelino Monteiro.É um produto mais exportável relativamente às telhas convencionais? Tem mercado externo como objectivo? Estamos convictos que as telhas solares SOLESIA, são um argumento importante para alavancar as vendas das nossas telhas nos mercados externos. Pretendemos apresentar a SOLESIA em todos os mercados em que actuamos.Quais os objectivos/expectativas de vendas para os primeiros anos?A arquitectura bio-climática e a construção sustentável estão na ordem do dia, a utilização de energias renováveis vai impõe-se não só pela necessidade de reduzir o efeito de estufa, mas também pelo valor social da energia fotovoltaica, que pode induzir o desenvolvimento e consolidar a economia local, melhorar o ambiente e aumentar a fiabilidade do abastecimento de energia eléctrica, diminuindo os custos ao nível das infra-estruturas de produção centralizada, transporte e distribuição de electricidade. Respondendo á pergunta, as energias renováveis são o caminho a seguir e as nossas perspectivas são ambiciosas, porque estamos seguros da qualidade e da valia da nossa proposta.Qual foi a receptividade destas telhas na Tektonica?A receptividade foi muito boa, excedeu as nossas expectativas. Os visitantes manifestaram o seu agrado relativamente á solução encontrada, para a produção de energia utilizando a cobertura. Claramente o facto de a telha SOLESIA estar totalmente integrada no telhado e a facilidade da solução e da aplicação foram os factores que mereceram maior destaque entre os visitantes.