quarta-feira, 4 de abril de 2012

Governo não mexe nos contratos de energia atribuídos por concurso

As potências atribuídas às energias renováveis sobre a forma de concurso não vão ver as suas condições alteradas, nomeadamente as tarifas. A garantia foi dada pelo secretário de Estado da Energia, já na semana passada aos consórcios visados, e hoje, confirmada no relatório da 3ª revisão do memorando da Troika, apresentado em Bruxelas esta manhã.
O documento assegura que «a revisão dos sistemas de apoio às renováveis será efectuado para as capacidades que não foram objecto de concurso». Esta era a garantia que os consórcios precisavam para continuar os seus projectos, como o caso da ENEOP – Eólicas de Portugal. «Agora podemos ir junto do Banco Europeu de Investimento para nos desbloquear os 260 milhões de euros que ainda precisamos para construir os restantes 350MW do projecto», afirma Aníbal Fernandes, presidente da ENEOP ao AmbienteOnline.

Este consórcio, composto por EDP, Enercon, Finerge, Generg e TP, ganhou em 2006 a primeira e maior fase do concurso para a energia eólica, conseguindo os direitos para a instalação de 1200 MW de novos parques até 2013. A fase B do concurso foi adjudicada em 2007 ao consórcio Ventiveste, constituído por Galp Energia, Martifer, Enersis (actual Iberwind), Efacec e Repower Systems, para a instalação de 400 MW. Finalmente, a fase C implicou a adjudicação de 200 MW em 13 lotes por todo o país, que foram atribuídos também em 2008. Estes são alguns dos casos que não serão afectados pelas disposições do documento, o que poderia periclitar a viabilidade dos empreendimentos.

Sobre as restantes potências de energias renováveis, o documento refere que é ainda necessária uma avaliação de custo-eficiência dos níveis de suporte para as tecnologias diferentes, embora já exista «uma visão geral dos regimes de apoio (...) e de evolução de tarifas de aquisição ao longo do tempo».

Medidas ainda insuficientes

O relatório de análise e revisão da Troika é um pouco duro em relação às acções empreendidas pelo Governo no segmento da energia ao explicitar que «ainda não são suficientes para conduzir a dívida tarifária do sistema eléctrico à sustentabilidade». Um «relatório de discussão aponta apenas algumas medidas de redução das rendas excessivas atribuídas ao sector produtor de electricidade», pode ler-se no documento que salienta algumas medidas que podem ter um impacto significativo neste plano. É o caso dos apoios pagos no âmbito dos CMEC - Custos de Manutenção dos Equilíbrios Contratuais - , que deverão ser renegociados no sentido «de se aproximarem do custo de capital acrescido de um possível prémio de risco». Isto porque «o regime existente é um dos principais factores que explicam a formação continuada da dívida tarifária».
O Governo deve ainda redesenhar os incentivos ao investimento para a capacidade instalada no futuro no âmbito do mecanismo de garantia de potência, tendo em conta a segurança do abastecimento e a sua interruptibilidade.

No entanto, o novo mecanismo deve representar mais as condições de mercado e considerar a evolução do mercado ibérico de electricidade. Além disso, os incentivos concedidos com efeitos retroactivos (isto é, antes de 2007, quando se legislou) será retirado.
A revisão do regime de apoio para cogeração (em regime especial) terá de ser feita neste mês, com o objectivo de reduzir os subsídios implícitos em 25 milhões de euros no primeiro ano para 80 milhões de euros até 2020. Neste segmento, o documento observa que o governo não se comprometeu com uma revisão geral do enquadramento legal, embora seja necessária «uma reflexão para garantir que o sistema de apoio forneça condições de acesso estáveis e esteja mais próximo do mercado.

Peter Weiss, responsável da unidade da Direcção-geral de Economia e Assuntos Financeiros (DG ECFIN) da Comissão Europeia, disse esta manhã, em conferência de imprensa, que acreditava que estas medidas – se implementadas – seriam suficientes para cortar o défice tarifário no sector da energia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Açoreana EDA quer 50% de energia renovável até 2015

O presidente da Electricidade dos Açores (EDA), Duarte Ponte, afirmou que o "futuro está com as energias renováveis", estimando que em 2015/2016 a energia dos Açores será 50% de fontes renováveis.

"Temos de encontrar novas formas de ter o mesmo nível de vida gastando energias de fontes renováveis e é isso que a EDA está a fazer neste momento. Cerca de 30% da energia é renovável e, se tudo correr bem, lá para 2015/2016 podemos estar num patamar perto dos 50%", frisou Duarte Ponte à margem de uma conferência integrada na reunião anual do Conselho Consultivo do BES Açores.

Duarte Ponte salientou ainda que o futuro passa pela chegada de carros elétricos aos Açores como forma de potenciar as energias renováveis. "Estou convicto de que os carros elétricos virão porque a curto prazo não vejo outra tecnologia pronta a entrar. Fazer 100 quilómetros a gasolina custa cerca de 10 euros, no carro elétrico custaria apenas dois euros", acrescentando que as famílias que vivem nas ilhas dos Açores "raramente fazem mais de 100 quilómetros por dia".

Apesar da atual situação económica, Duarte Ponte manifestou convicção de que a EDA "vai encontrar os financiamentos adequados para conseguir atingir em 2015 energias renováveis nos Açores na ordem dos 50%".

O presidente da elétrica açoriana salientou, por outro lado, que a empresa é parceira de um projeto alemão na Graciosa, que coloca a ilha entre as cinco a nível mundial no que diz respeito à autosustentação energética. "É um projeto que temos acarinhado muito e a ideia é ter na Graciosa 75% de energias renováveis, o que é feito à custa da energia eólica, da fotovoltaica e da armazenagem de energias através de baterias", afirmou, admitindo que este projeto poderá ser alargado a outras ilhas do arquipélago dos Açores.

terça-feira, 6 de março de 2012

Soluções de gestão energética com eficiência.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Energia: Solar só é rentável porque "alguém paga uma tarifa generosa" -- Ferreira de Oliveira

Lisboa, 16 fev (Lusa) -- O presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, afirmou hoje que "os painéis fotovoltaicos só são rentáveis", porque "alguém paga uma tarifa generosa" pelo projetos.

"Instalámos painéis fotovoltaicos e, deixem-me ser sincero, mais pela imagem do que por outra coisa, porque sabemos que só são rentáveis, porque temos uma tarifa generosa que alguém nos paga", disse Ferreira de Oliveira, na intervenção sobre "Eficiência e economia de energia", na Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, no final do debate, o presidente da petrolífera reiterou que "os incentivos que essa energia [solar] teve e ainda tem hoje faz com que o equipamento seja rentável e permita justificar o investimento", recusando-se a comentar a intenção do Governo de rever as tarifas nas energias renováveis e cogeração, prevista no memorando de entendimento com a 'troika'.


Efectivamente PORTUGAL tem o SOL tem a ambição e tem QUEM GOSTE MUITO DE PETRÓLEO, esquecendo de dizer que para a ENERGIA SOLAR TÈRMICA não existe QUALQUER BENEFICIO, até o IVA é de 23% e que PORTUGAL está preparado para a produção de energia LIMPA em regime de AUTOCONSUMO fotovoltaico, sem SUBSIDIOS, mas demora a ser regulamentado, o petróleo continua a ser o seu maior concorrente.

O beneficio futuro e comum, continua a ser esquecido, só se olha para o umbigo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aproveite o SOL, para aquecer a sua água sanitária, o taxa do IVA vai-se manter!

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